quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

"À Cavalo Na Sorte"








Os Monarcas

Composição: João Pantaleão G. Leite

É na doma que se apega a fúria com a valentia
o domador não tem trégua enquanto égua der cria
quem monta deve saber que a doma não tem retovo
se cair pode morrer, se viver monta de novo.

Ando a cavalo na sorte, sem norte sem adereço
Não negocio com a morte, porque a vida não tem preço
Eu sei que um dia me vou, mais ainda é muito cedo
Tenho potros prá domar, na província de São Pedro

(Gineteando talvez morra na desforra de amansá-los
Minha vida é uma gangorra no lombo desses cavalos
Minha vida é uma gangorra no lombo desses cavalos)

Lá nos vamos campo afora corcoveando ao Deus dará
Quanto mais lhe cravo a espora mais corcovia o bicho dá
Beija o céu cutuca o chão que sobe e desce danado
É triste a vida do peão no lombo dum aporreado

No lançante morro abaixo a morte me pisca o olho
É aí que um índio macho coloca a barba de molho
Aposto tudo na sorte nesta disputa renhida
O diabo amadrinha o morte mas Deus me protege a vida

Um Bom Dia!!!Abraço

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

"TATU DE CASTANHOLA"











TATU DE CASTANHOLA

Música folclórica gaúcha,
cuja coreografia foi criada
posteriormente utilizando-se de sapateios
já existentes em outras danças,
mas que adquiriram uma forma especial
quando os pares soltos alternam sapateios
e evoluções chamadas passeios.


Um Bom Fim de Semana!!!Abraço

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

"OS 3 XÍRUS"








Salve a Terceira Idade


Nós já fomos crianças e jovens
E hoje estamos na terceira idade
Mas a vida pra nós continua
Cheia de felicidade.

Temos fé, temos vitalidade
Temos deus que não nos deixa só
Alegria, o amor e a esperança
Mostra o jovem que existe em nós

Salve a terceira idade,
Salve a terceira idade,
veja que turma legal,
Veja que alto astral,
Viva a terceira idade.


Uma Boa Semana!!! Abraço

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

"CHAMAMECERO"

Como se a escuridão trouxesse luz
Como se o coração fosse explodir
Mastiguei a fala, negaceei a mágoa,
Só prá ver a lágrima feliz.

Quis amansar a dor, me vi pela vida

Quis conhecer o amor, fiz um chamamé
Cheio de carinho, “loco de faceiro”,
Mas, que chamamecero me senti.

Coisa de bom menino abraçando o pai

Coisa de mãe saudosa mimando o filho,
Fui me emocionando a mando do gaiteiro
Mas, que chamamecero, repeti...

A mão vem me dando soco,

Eu prendo-lhe um sapucai
O pé pisoteia a marca

Que a alma arrepia em pelo
E quase arrebenta o fole
Que torce

Prá vida melhorar

"MAURO MORAES"

Uma Boa Semana!!!Abraço

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

"AVE MARIA DO PEÃO"



Ave Maria do Peão

Odilon Ramos

Ao reponte do sol que descamba
no dia se aprochega para o arremate
pelos campos e nos matos da querência
no revoar da bicharada voltando ao ninho
é hora de recolhimento

No rancho que há no interior
de mim mesmo
eu, gaúcho de fé
me arrincono e medito

Despindo o poncho da vaidade
e do orgulho
tiro o chapéu, apago o pito
e me achego pra uma prosa
com o patrão maior

Na sua presença
meu sangue quente de farrapo
se faz manso caudal
entrego-lhe minha alma
afoita de alcançar lonjuras
e abrir cancha
em busca do destino
renuncio à minha xucra rebeldia
me faço doce de volta
e macio de tranco
para dizer-lhe

Gracias patrão
por tudo que me deste
por esta querência Senhor
que meus ancestrais regaram
com seu sangue
e que aprendi a amar desde piá

Pelos meus parceiros
nessa ronda da vida
sempre de prontidão para
me amadrinharem na
campereada mais custosa
ou para matearem comigo
na hora do sossego

Reparte com eles, patrão
esta fé que me deste
e este orgulho pela minha
querência

Ajuda patrão
a manter acessa esta chama
concede sempre ao gaúcho
a força no braço
e o tino pra saber o que
é correto

Dá-nos consciência
para preservar a nossa cultura
livre da invasão dos modismos
conserva a essência e a beleza
da nossa tradição

E agora, com licença patrão
que vou aproveitar a olada
para um dedo de prosa com
Nossa Senhora

Ave Maria
primeira prenda do céu
contigho está o Senhor,
na estância maior
tu és bendita entre todas
as prendas
e bendito é o piá que
trouxeste ao mundo, Jesus

Maria, mãe de Deus
E mãe de todos nós
roga pela querência
e pelos gaudérios
que aqui moram
nesta hora e no instante
da última cavalgada

Amém


Uma Boa Semana a todos Amigos!!! Abraço

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

"CONTRA PONTO"



"Esse meu jeito de alçar a perna

De mirar ao longe o horizonte largo
É o contraponto de beber auroras
Quando cevo a alma pra sorver o amargo

Esse silêncio que me traz distância
Que me agranda o canto entre campo e céu
É o contraponto de acender o fogo
Meço um metro e pouco da espora ao chapéu

Essa coragem de pelear de adaga
De ser um gigante pela liberdade
É o contraponto de ajuntar terneiros

E acenar aos velhos e ter humildade


Essa audácia de buscar o novo

Sem pisar no rastro e reacender as brasas

É o contraponto de ter prenda e filhos
E ficar tordilho ao redor 'das casa'."

"CRISTIANO QUEVEDO"

Uma Boa Quinta-feira!!! Abraço

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

"CUSCO CEGO"










Este cusco brasino, cara branca,
pequenote e rabão,
que o parceiro está vendo
enrodilhado
aí perto do fogão,
foi mordido de cobra na paleta
quando troteava atrás de uma carreta,
cruzando um macegão.

Resultou de tal manobra
que o veneno dessa cobra
cegou meu cusco rabão!

Faz um tempão que se deu esse tropeço...
Dava pena, no começo, ver o cusco,
atarantado,
pechar de frente e de lado,
chorando como um cristão.

Agora,
vagueia solitário pelo pátio,
perdido nessa noite sem aurora
que um dia lhe desceu sobre a retina.
Por isso,
quando a noite se embalsama
de perfumes
e os pequenos e inquietos
vaga-lumes
acendem lamparinas nos brejais,
eu maldigo a injustiça do destino
que nao ouço o uivo triste do brasino

chorando a lua que ele não vê mais.


Autor: Apparicio Silva Rillo



Um Boa Semana Farroupilha a todos Peões
e Prendas do Rio Grande do Sul!!! Abração

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

"MADRUGADA"


















Madrugada

Os Mirins

A estrela dalva vem despontando,
Prenunciando a madrugada
A gaita velha cheia de poeira,
Dê-lhe vaneira meio acanhada
O candieiro tá cochilando
Prenunciando o fim da festança
Os galos cantam lá no poleiro
E no entreveiro a moçada dança

Vai madrugada repontando o dia
Que o sol não demora a raiar
Espiando nas frestas um resto de baile
Uma gaita manhosa num canto a chorar

Estrada afora escaramuça cavalos a gauchada
Levando nos sonhos uma moça morena
Campeando talvez outra madrugada.

Um Bom Fim de Semana a todos!!! Abraço

terça-feira, 18 de agosto de 2009

"JOSÈ MENDES"






















"ÚLTIMA LEMBRANÇA"

Eu hei de amar-te sempre, sempre além da vida
Eu hei de amar-te muito além do nosso adeus
Eu hei de amar-te com a esperança já extinguida
De que meus lábios possam ter os lábios teus

Quando eu morrer permita Deus que nesta hora
Ouças ao longe o cantar da cotovia
Será minh'alma que num canto triste chora
E nessa mágoa o teu nome pronuncia

(Eu viverei eternamente nos cantares
Dos pobres loucos que dos versos fazem o ninho
Eu viverei para a glória dos pesares
Aonde quase sucumbi nos teus carinhos)

Eu viverei no violão que a noite tomba
Ante a janela da silente madrugada
Eu viverei como uma sombra em tua sombra
Como poesia em teu caminho derramada

Nem mesmo o tempo apagará nossos amores
Que floresceram de uma ilusão febril e mansa
Quando eu morrer eu viverei nas tuas cores
Mas te levando em minha última lembrança

José Mendes

Uma Boa Semana!!!Abraços

sábado, 1 de agosto de 2009

"ENTRANDO NO BORORÉ"








Lá vem o vito solito, entrando no bororé
E o cusco brasino ao tranco, na sombra do pangaré
Chapéu grande, lenço negro, jeitão calmo de quem chega
A tarde em tons de aquarela, lembra um quadro do berega
Um flete troteando, alerta, bufa e se nega pra os lados
E uma perdiz se degola no último fio do alambrado
Apeia na cruz da estrada e o seu olhar se enfumaça
Saca o sombrero em silêncio, por respeito à sua raça

Lá vem o Rio Grande a cavalo, entrando no bororé
Lá vem o Rio Grande a cavalo, que bonito que ele é

Procura à volta do pingo e alça o corpo sem receio
Enquanto uma borboleta senta na perna do freio
Inté interte o cristão que se cruza campo a fora
Mirar a garça matreira no seu pala cor de aurora
Pois lá num rancho de leiva que ele ergueu com seu suor
Fica o sonho por metade de quem vive sem amor
Num suave bater de asas, cruza um bando, sem alarde
E as garças e o Vitor somem lá na lonjura da tarde.

Um Bom Fim de Semana!!!Abraço

terça-feira, 21 de julho de 2009

"TEIXEIRINHA"










"CORAÇÂO DE LUTO"

O maior golpe do mundo que eu tive na minha vida
Foi quando com nove anos perdi minha mãe querida
Morreu queimada no fogo morte triste, dolorida
Que fez a minha mãezinha dar o adeus da despedida

Vinha vindo da escola quando de longe avistei
O rancho que nós morava cheio de gente encontrei
Antes que alguém me dissesse eu logo imaginei
Que o caso era de morte da mãezinha que eu amei

Seguiu num carro de boi aquele preto caixão
Ao lado eu ia chorando a triste separação
Ao chegar no campo santo foi maior a exclamação
Cobriram com terra fria minha mãe do coração

Dali eu saí chorando por mãos de estranhos levado
Mas não levou nem dois meses no mundo fui atirado
Com a morte da minha mãe fiquei desorientado
Com nove anos apenas por este mundo jogado

Passei fome, passei frio por este mundo perdido
Quando mamãe era viva me disse: filho querido
Pra não roubar, não matar não ferir, não ser ferido
Descanse em paz, minha mãe eu cumprirei seu pedido

O que me resta na mente minha mãezinha é teu vulto
Recebas uma oração desse filho que é teu fruto
Que dentro do peito traz o seu sentimento oculto
Desde nove anos tenho o meu coração de luto.

Vítor Mateus Teixeira, mais conhecido como Teixeirinha, (Rolante, RS, 3 de março de 1927Porto Alegre, 4 de dezembro de 1985) foi um cantor e compositor brasileiro, também conhecido como o "Rei do Disco", pelos recordes de vendas de discos que consegue até hoje, mesmo já falecido.


Teixeirinha teve uma infância difícil, especialmente por ter perdido aos sete anos o pai, um carreteiro, e aos nove anos a mãe, em um incêndio. Em 1960 tornou-se sucesso nacional com o lançamento de "Coração de Luto",que falava da trágica morte de sua mãe, no programa do Chacrinha. Em 1961 conheceu em Bagé a cantora Mary Terezinha, que se tornou sua efetiva companheira.

Atuou também no cinema, sendo que o filme Coração de Luto, de 1967, era uma autobiografia.

Teixeirinha é um típico músico da música gaúcha, sendo ele um ícone do estilo. Uma de suas canções mais famosas é "Querência Amada", que em sua introdução possui uma dedicatória ao pai e acabou se tornando um hino informal ao Rio Grande do Sul.

Teixeirinha e Mazzaropi foram os maiores fenômenos populares do cinema sul-americano Embrafilme com fracos resultados. Uma análise mais detalhada dos resultados de exibição pode conduzir a uma melhor compreensão da relação regional da distribuição e da exibição. regional. No caso do cantor gaúcho, seus filmes chegaram a superar 1,5 milhões de espectadores, obtidos apenas nos três estados do sul do país. Eram co-produzidos por distribuidores e exibidores locais, que lhes asseguravam a permanência em cartaz.

Um abraço e Uma Boa Semana!!!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

"GILDO DE FREITAS"










Me Chamam de Grosso

Composição: Gildo de Freitas

Me chamam de grosso, não tiro a razão
Eu reconheço a minha grossura
Mas sei tratar a qualquer cidadão
Até representa que eu tenho cultura
Eu aprendi na escola do mundo
Não fui falquejado em bancos colegiais
Eu não tive tempo de ser vagabundo
Porque quem trabalha vergonha não faz

Eu trabalhava, ajudava meus pais
Sempre levei a vida de peão
Porque no tempo em que eu era rapaz
Qualquer serviço era uma diversão
Lidava no campo cantando pros bichos
Porque pra cantar eu trouxe vocação
Por isso até hoje eu tenho por capricho
De conservar a minha tradição

Eu aprendi a dançar aos domingos
Sentindo o cheiro do pó do galpão
Pedia licença apeava do pingo
E dizia adeus assim de mão em mão
E quam conhece o sistema antigo
Reclame por carta se eu estou mentindo
São documentos que eu trago comigo
Porque o respeito eu acho muito lindo

Minha sociedade é o meu CTG*
Porque nela enxergo toda antiguidade
Não se confundam eu explico porque
O traje das moças não são a vontade
E se por acaso um perverso sujeito
Quiser fazer uso em abusos de agora
Já entra o machismo impondo o respeito
E arranca o perverso em seguida pra fora

ô mocidade, associem com a gente
Vá no CTG* e leve um documento
Vá ver de perto que danças de centes
E que sociedade de bons casamentos
Vá ver a pureza, vá ver a alegria
Vá ver o respeito dessa sociedade
Vá ver o encanto das belas gurias
Que possa lhe dar uma felicidade

Gildo de Freitas (Porto Alegre, 19 de junho de 1919Porto Alegre, 4 de dezembro de 1982), nome artístico do cantor e compositor brasileiro Leovegildo José de Freitas.

Possuia um estilo muito próximo ao do também tradicionalista Teixeirinha, com quem, apesar de algumas divergências, por vezes fez parcerias e rivalizava em popularidade.

Trabalhou em diversas profissões, mas era a rigor um trovador e cantador popular.

Uma Boa sexta-feira a todos os amigos. Abraço

quinta-feira, 9 de julho de 2009

"VANEIRA DA MADRUGADA"




























Mario José de Ávila Meireles
(1957 - 2009)

Ontem de tarde na estância eu comecei pensar
Como que eu faria para te encontrar
Eu encilhei cavalo, sem me
despedir
Vim te procurar se não te encontrar vou cantar assim

Esta madrugada eu quero beber e pensar em ti
Eu te amo muito a saudade é grande nunca te esqueci

Pra ti simplesmente foi uma noite qualquer
As vezes não entendo um coração de mulher

Pra este peão de estância se tornou ruim
Não vou desistir se não conseguir vou cantar assim

Esta madrugada eu quero beber e pensar em ti
Eu te amo muito a saudade é grande nunca te esqueci

Está Música "Vaneira da Madrugada" é do nosso saudoso "Mario Meirelles"
Grande Compositor, Cantor e Gaiteiro
da nossa Capital Farroupilha Piratini.

Abraço a todos amigos e uma Boa Quinta-feira...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

"CÃO OVELHEIRO GAÚCHO"


Origem: Brasil Nome de Origem: Ovelheiro Gaúcho Utilização: Pastoreio. Classificação FCI: - Grupo 11 - Raças com homologação provisória; - Sem prova de trabalho.

Histórico

O Ovelheiro é o cão do gaúcho, fiel e inseparável companheiro. O Rio Grande do Sul (Brasil), com sua vasta extensão territorial, sempre foi local propício à agropecuária. Desde o remoto início do povoamento, quando começaram a perambular, pela imensidão do pampa, os ameríndios, os primeiros aventureiros espanhóis e portugueses, os campos foram enriquecendo devido às grandes manadas de eqüinos provenientes de alguns cavalos e éguas que se salvaram de um naufrágio, em 1512, e aos valiosos rebanhos de gado bovino, provindos principalmente das reduções jesuíticas. Também a criação de ovinos começou a ter grande influência na economia local. Para auxiliar no cuidado dos rebanhos, os cães passaram a ser utilizados com grande aceitação.
Por serem descendentes de cães de pastoreio, têm grandes qualidades exigidas no trato com as delicadas ovelhas, mas também sabem como comandar um rebanho bovino quando necessário.
O gaúcho aprendeu a dar valor ao seu inseparável companheiro, pois dois ou três cães e um peão conseguem, sozinhos, dar conta do pastoreio de um rebanho. Em certas propriedades, o peão é contratado em função do cão ovelheiro que possui.

UTILIZAÇÃO: o Ovelheiro Gaúcho é um cão diretamente ligado ao trabalho do campo, com a missão de acompanhar o peão em suas lides rurais, desempenhando a função de conduzir as ovelhas, buscando-as no campo e levando-as a bretes e piquetes. Guardá-las e protegê-las de outros animais e, até mesmo, de cães e de pessoas desconhecidas, são também funções dessa raça.
Quando em trabalho, ao transferir as ovelhas do pasto, viaja ao lado do rebanho ou atrás conduzindo-as, retomando em seguida à retaguarda para verificar as retardatárias e as que, eventualmente, tenham se afastado do rebanho, a fim de mantê-las unidas. Quando o rebanho se instala, os cães se deitam em posição de guarda. Na rotina de trabalho, nas fazendas, é muito comum fazerem toda a lida sozinhos, dispensando, inclusive, a companhia do peão. Podemos acrescentar que o ovelheiro gaúcho trabalha não só com ovelhas, mas também com qualquer tipo de rebanho. No pampa gaúcho, quando se contrata um peão, é fundamental que esse saiba lidar com os cães. Um bom Ovelheiro substitui, com tranqüilidade, três homens, e um peão sem cão, vale meio peão.

ASPECTO GERAL - de tamanho e estrutura medianos, com pelagem não muito longa, possui grande resistência, agilidade e rusticidade PROPORÇÕES - Padrão não comenta TALHE Altura na Cernelha Macho: Altura Máxima - 65 cm Altura Mínima - 55 cm Altura Ideal - padrão não comenta. Fêmea: Altura Máxima - 65 cm Altura Mínima - 55 cm Altura Ideal - padrão não comenta. Comprimento - padrão não comenta. Peso - padrão não comenta. TEMPERAMENTO - de fácil adaptação para atender os comandos, sem ser agressivo com o rebanho. Dócil e amigável com as pessoas com quem convive. PELE - Padrão não comenta PELAGEM - o pêlo deve ser adaptado às intempéries e mudanças climáticas. Pêlos médios e abundantes. Pelagem mais rala nos cotovelos e jarretes.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

"ESQUILADOR"



Quando é tempo de tosquia já clareia o dia com outro sabor

As tesouras cortam em um só compasso enrijecendo o braço do esquilador

Um descascarreia, o outro já maneia e vai levantando para o tosador

Avental de estopa, faixa na cintura e um gole de pura pra espantar o calor


Alma branca igual ao velo, tosando a martelo quase envelheceu

Hoje perguntando para a própria vida pr'onde foi a lida que ele conheceu

Quase um pesadelo, arrepia o pelo do couro curtido do esquilador

Ao cambiar de sorte levou cimbronaço ouvindo o compasso tocado a motor

A vida disfarça lembrando a comparsa quando alinhavava o seu próprio chão

Envidou os pagos numa só parada, 33 de espada, mas perdeu de mão

Nesta vida guapa vivendo de inhapa, vai voltar aos pagos para remoçar

Quem vendeu tesouras na ilusão povoeira, volte pra fronteira para se encontrar

Volte pra fronteira para se encontrar



Uma Boa Semana a todos!!!Abração

quinta-feira, 25 de junho de 2009

"CAMPESINO"


Eu nunca afrouxei a perna
pra potro que corcoveia
me criei montando em pêlo
surrando só nas orelhas
e quando o matilho roda
é que a coisa fica feia
sou ligeirito, no mas
sou destes que não se enleia.

Numa parte de mangueira
tanto a pé como a cavalo
na saída de algum brete
sempre botei meu pealo
e quando a prosa é demais
que eu ouço muito e me calo
me deito em altas da noite
me acordo ao cantar do galo.


Quando faço um alambrado
que espicho bem o arame
se escapa o esticador
o tombo é que é mais infame
se danço mal no fandango
não me importa que reclame
em namoro de cozinha
só me paro no baldrame.

Se me meto na carpeta
pra jogar, não jogo pouco
se for preciso até brigo

mas não entrego o meu troco

o jogo é coisa do diabo
e eu sou burro quando empata
já levantei de uma mesa
com dez cartas na guaiaca.

Meu serviço é coisa bruta
que não serve pra doutor
nem pra estes da gola fina
metido à conquistador
vivo lavorando à boi
pisando no meu suor
levantando alguma vaca
no fundo de um corredor.

Fui criado meio xucro
um pobre peão de estância

meio curtido de estrada
de tanto encurtar distância
respeitando minha estampa

no amor pela querência
sou feito de pau à pique
com o Rio Grande na consciência

Uma Boa Quinta-feira a todos amigos(a)
Abraço

segunda-feira, 22 de junho de 2009


Olha nós ai no casamento da Sabrina e Luciano
Solange, Gabriel e Eu

terça-feira, 16 de junho de 2009

sexta-feira, 12 de junho de 2009

"MUSEU OCEANOGRÁFICO"




O Museu Oceanográfico "Prof. Eliézer de Carvalho Rios" deu origem ao Complexo de Museus e Centros Associados da Universidade Federal do Rio Grande.

Fundado em 8 de setembro de 1953, mantém uma exposição pública sobre a vida e a dinâmica dos oceanos, apresentada em painéis, maquetes, aquários e diversos equipamentos utilizados em pesquisas oceanográficas.

Um Bom Fim de Semana!!! Abração

quinta-feira, 4 de junho de 2009


A Estátua do Laçador (ou Monumento ao Laçador) é um monumento da cidade de Porto Alegre. É a representação do gaúcho tradicionalmente pilchado (em trajes típicos) e teve como modelo o tradicionalista Paixão Côrtes. Foi tombada como patrimônio histórico em 2001, e em 2007 ela foi transferida de seu local antigo, a Praça do Bombeador, para o Sítio do Laçador, para permitir a construção do viaduto Leonel Brizola.


Em 1954, na Exposição do IV Centenário de fundação de São Paulo, no Parque Ibirapuera, foi elaborado um concurso público para a execução de uma escultura que identificasse o homem rio-grandense. A escultura ficaria exposta no espaço reservado ao Rio Grande do Sul, e o concurso foi disputado pelos artistas Vasco Prado, Fernando Corona e Antônio Caringi (natural da cidade de Pelotas). Este último foi o vencedor, com um modelo em gesso que deveria após o término do evento ser fundido em bronze e ofertado a São Paulo.

A cidade de Porto Alegre, capital rio-grandense, não possuía na época nenhum monumento ao gaúcho. Devido a isso, houve reivindicação popular para a compra da estátua, o que foi feito pela prefeitura do município e, em 20 de setembro de 1958, ela foi inaugurada, sendo instalada na entrada principal da cidade, junto ao Aeroporto Internacional Salgado Filho.

Num concurso público em 1991, a estátua de bronze de 4,45 metros de altura (6,55 metros com o pedestal) e 3,8 toneladas foi escolhida como símbolo da capital gaúcha, com a maioria dos votos populares.

Portava originalmente uma boleadeira, mas após depredação e reforma em 1993 passou a portar um chicote na mão.

Nova localização

Após 48 anos no Largo do Bombeador, na Av. dos Estados, bairro São João, zona norte da cidade, no dia 11 de março de 2007, a estátua foi transferida para o Sítio do Laçador, em frente ao antigo terminal do Aeroporto Internacional Salgado Filho, na mesma avenida, mas a uma distância de 600 metros do seu antigo local. O motivo para a transferência do símbolo de Porto Alegre foi a construção do viaduto Leonel Brizola no local onde a estátua permanecia, e que deverá ser concluído até 2008. O homem que serviu de modelo do laçador, Paixão Côrtes, não pôde assistir à transposição da estátua no dia previsto para a mudança pois foi hospitalizado devido ao seu estado emocional.

O Sítio do Laçador tem seis espaços diferenciados, com as cores do estado do Rio Grande do Sul, em quatro mil metros quadrados de área. A estátua permanece num espaço mais elevado, denominado Coxilha do Laçador. Para a construção do Sítio do Laçador foram investidos um milhão de reais, com a intenção de valorizar o folclore e a tradição gaúcha, já que a estátua continua visível a todas as pessoas que chegam a Porto Alegre pela BR-116, ou que se deslocam do aeroporto para o centro da cidade.

terça-feira, 2 de junho de 2009

"ESTAÇÃO ECOLÓGICA DO TAIM"

Situada no Estado do Rio Grande do Sul,

compreendendo partes dos municípios de Santa Vitória do Palmar

e Rio Grande, entre a Lagoa Mirim e o Oceano Atlântico,

próximo do Arroio Chuí, na fronteira do Uruguai,

encontramos a Estação Ecológica do Taim,

com uma área de 32.038ha. Um dos principais motivos que levaram

à criação da Estação Ecológica do Taim em 21.7.86,

pelo decreto n2 92.963, foi o fato de esta área ser um dos locais

por onde passam várias espécies de animais migratórios vindos da Patagônia.

A simples utilização da estação como área de descanso,

de crescimento ou nidificação torna-a ainda mais importante

pois para as espécies migratórias a destruição de uma área na rota

de migração pode colocá-las em risco de extinção.


Uma Boa Terça-Feira!!! Abraço

quinta-feira, 28 de maio de 2009

















OS SERRANOS

Composição: José Claudio Machado

Reculutando a potrada
pôr as varas da mangueira
no bate patas do campo
só ficam vultos e poeira

São gritos de bamo cavalo
toca-toca, era-era

Entre potros que amansei
que sentei meu lombilho
foram baios e ruanos
sebrunos e douradilhos
já quebrei muitos tubianos
alazão, preto, tordilho
de vinagre até o negro
todos pêlos eu encilho
gateados e lobunos
zaino também domei
um rosilito prateado
em malacaras andei

Arrucinei um bragado
um overo negro, um rosado
um chuta branco melado
e um picaço pata branca
que por sinal desconfiado
especial vai o gateado
que nunca deixou-me a pé
um tostado bico branco
tropiei muito em pangaré
um colorado cabano
um azulego mui feio
que, às vezes, em volta do rancho
deixava mascando freio
só me falta um potro mouro
que é pra sentar meus arreios

Uma Boa Quinta-Feira!!! Abraço

quarta-feira, 27 de maio de 2009

"ARAPUCA"






















Arapuca

Arapuca (arataca ou urupuca) é um artefacto,

de origem indígena no Brasil, que consiste numa armadilha,

feita de paus, com formato piramidal, e destinada a pegar vivos aves,

pequenos mamíferos, ou outros animais de caça

Confecção da estrutura

A estrutura é feita como uma gaiola de paus,

que vão ficando cada vez menores na parte superior,

em geral amarrados com barbante ou arame,

em superposição das camadas em sentidos paralelos.

Armar a arapuca

A expressão, de largo uso no Brasil (tema inclusive de uma música brega),

refere-se à técnica de colocar o disparador da armadilha num local apropriado,

onde o caçador sabe ser a passagem da presa ou seu habitat preferencial,

junto a pequenas iscas (como sementes, pedaços de pão, etc.).

O disparador consiste numa tabuinha que, ao ser pressionada

pelo peso do animal faz com que a vareta que segurava erguida a estrutura caia,

derrubando esta consigo e segurando o animal em seu interior,

até a chegada do caçador.

Quando o animal encontra-se em posição,

o disparador é acionado pelo seu peso,

fazendo cair sobre si a estrutura piramidal,

impedindo-lhe a fuga - em geral o disparador fica oculto

por uma camada de folhas secas e terra, do próprio

local onde está sendo armada,

para não gerar desconfiança da vítima.


Uma Boa Quarta-Feira!!!Abraço

sexta-feira, 22 de maio de 2009

"BATENDO ÁGUA"


Meu poncho emponcha lonjuras batendo água
E as águas que eu trago nele eram pra mim
Asas de noite em meus ombros sobrando casa
Longe "das casa" ombreada a barro e capim

Faz tempo que eu não emalo meu poncho inteiro
Nem abro as asas da noite pra um sol de abril
Faz muitos dias que eu venho bancando o tino
Das quatro patas do zaino pechando o frio

Troca um compasso de orelhas a cada pisada

No mesmo tranco da várzea que se encharcou
Topa nas abas sombreras, que em outros ventos

Guentaram as chuvas de agosto que Deus mandou

Meu zaino garrou da noite o céu escuro
E tudo o que a noite escuta é seu clarim
De patas batendo n'água depois da várzea
Freio e rosetas de esporas no mesmo trim

Falta distância de pago e sobra cavalo
Na mesma ronda de campo que o céu deságua

Que tem um rumo de rancho pras quatro patas

Bota seu mundo na estrada batendo água

Porque se a estrada me cobra, pago seu preço

E desabrigo o caminho pra o meu sustento

Mesmo que o mundo desabe num tempo feio
Sei o que as asas do poncho trazem por dentro

Luis Marenco Composição: Gujo Teixeira

Um Bom Fim de Semana!!! Abraço

quinta-feira, 21 de maio de 2009

"VETERANO"


Está findando meu tempo,
A tarde encerra mais cedo,

Meu mundo ficou pequeno
E eu sou menor do que penso.
O bagual tá mais ligeiro,
O braço fraqueja as vezes
Demoro mais do que quero
Mas alço a perna sem medo.

Encilho o cavalo manso,
mas boto o laço nos tentos,
Se força falta no braço,
Na coragem me sustento.
(Se lembra o tempo de quebra
A vida volta prá traz
Sou bagual que não se entrega,
Assim no mais.)

Nas manhãs de primavera

Quando vou para rodeio,
Sou menino de alma leve
Voando sobre o pelego.
Cavalo do meu potreiro
Mete a cabeça no freio.

Encilho no parapeito,

Mas não ato nem maneio.

Se desencilha o pelego
Cai o banco onde me sento,

Água quente de erva buena,
para matear em silêncio.

Neste fogo onde me aquento,
Remôo as coisas que penso,

Repasso o que tenho feito,
Para ver o que mereço.

Quando chegar meu inverno,

Que me vem branqueando o cerro,
Vai me encontrar venta-aberta

De coração estreleiro.
Mui carregado dos sonhos,
Que habitam o meu peito

E que irão morar comigo
No meu novo paradeiro.

Leopoldo Rassier

Composição: Antônio Augusto e Ewerton Ferreira


Uma Boa Quinta-Feira!!! Abraço

terça-feira, 19 de maio de 2009

"CARREIRA DE CANCHA RETA"


A carreira foi o esporte e o jogo de preferência do homem do pampa.

Fazia parte tanto de negócios que envolviam grandes somas de dinheiro como das brincadeiras telúricas.

Os ginetes, em pleno campo, se desafiavam. Muitas vezes, no retorno das campeiradas, tiravam cismas de quem possuía o cavalo mais rápido. Todavia, no geral, "atavam" carreiras para datas específicas, geralmente aos domingos.

Nos primeiros tempos, as carreiras eram disputadas com os cavalos de trabalho, os CRIOULOS. Esses eqüinos, de origem ibérica possuíam grande predominância de sangue árabe. Com o passar dos séculos, foram apurados e terminaram se definindo como raça específica do Cone Sul e muito valorizada nas atividades de pastoreio.

Os carreiristas sempre preferiam a "cancha reta", de metragem não muito longa. O percurso podia ser de 260 a 400 metros. Com o hábito das carreiras e invariavelmente com o volume de dinheiro envolvido no jogo, a atividade também se transformou em negócio. A paixão de muitos homens pelas carreiras provocou a perda de grandes fortunas: rebanhos e até estâncias. Conta-se que os gaúchos chegavam a apostar as próprias mulheres.

Participar com certa garantia de sucesso significava preparar apropriadamente os cavalos. Dessa forma, apareceram duas especialidades vinculadas às carreiras: a do compositor e a do jóquei.

Carreiras!...Meninos e moços velhos,
Não perdem tal festa, não perdem carreiras!
E a par das apostas pequenas ou grandes,
Apostam-se olhadas às moças faceiras.

(Bernardo Taveira Júnior, Provincinos, 1886)


Carreira de cavalo. Cancha reta. 1820.
Detalhe da aquarela de Emeric Essex Vidal.

Até hoje, no pampa, chama-se o treinador de cavalo de "compositor". Eles definiam os alimentos e os exercícios básicos dos animais. Alimentavam-nos com milho e alfafa fenada. Aplicavam-lhes banhos. Treinavam arrancadas e corridas para deixá-los fortes e velozes.

Os animais destinados às carreiras passaram a ser chamados também de parelheiros porque eram comuns as disputas feitas entre dois animais, em parelhas. Quando corriam em maior número, chamavam a carreira de "penca", ou califórnia. Ir às pencas, no Sul, significava, ainda, ir até onde ocorriam as carreiras.


Passeio de domingo, 1865
Detalhe de óleo sobre tela de León Palliere.

Nos dias de "carreira atada", os CRIOULOS chegavam cabrestrados, cobertos de lindas capas, no geral, coloridas. Todavia, fazia parte da picardia dos jogadores "enfeiarem" os cavalos, sujando-os, desfigurando-lhes os rabos, dando-lhes certo visual de pangarés, para que os adversários não percebessem seus reais valores.

Nas carreiradas, os habitantes da região tomavam conta dos dois lados da cancha. E, ali, passavam o dia. Os bolicheiros armavam ramadas para vender bebidas e comidas. Assava-se churrascos. Aproveitava-se para rever conhecidos, saber das notícias e, nesse ambiente de jogo e convívio social, os jovens aproveitavam para os namoros.

De preferência, as canchas eram trilhadas nas várzeas, com árvores para a sombra e lenha para o fogo, e com um rio ou um arroio correndo perto.

Além das carreiras contratadas com antecedência, os donos de parelheiros se desafiavam em plena cancha. Costumeiramente, alguém quando acreditava na imbatividade de seu cavalo, fazia-o desfilar, gritando: "Sem reserva!", isto é, na linguagem carteirista ele estava disposto a correr contra qualquer animal naquele momento, e a aposta não tinha limite.

As regras não eram muitas. Geralmente, tinham-se maiores cuidados na arrancada. Como a "pista" era curta, o que melhor arrancasse poderia levar vantagem. Os "juízes da partida" utilizavam um laço ou uma bandeira para dar a largada. No final da cancha, ficavam os "juízes da chegada". Um cavalo podia vencer por um pequeno detalhe: "de orelha".

As vantagens eram classificadas conforme a parte do corpo do ganhador ao passar pela baliza de chegada antes do perdedor. Assim, "ganhar de fiador" significava vencer pela diferença da cabeça, pois o "fiador" é a parte do buçal que passa atrás das orelhas e na conjunção com o pescoço. As outras medidas consagradas até hoje são: "de paleta", "de meio corpo", "de virilha". Ganhar "de luz" significava passar à frente do perdedor, sem que este cobrisse qualquer parte do vencedor.

Esses parâmetros ainda hoje são adotados em regiões da campanha.

As carreiras, as apostas eram depositadas em mãos de pessoas respeitáveis ou diretamente feitas em "campo aberto". Nesse casos os apostadores botavam o dinheiro no chão, e o vencedor juntava.

O povo também se divertia nessas festas. O público se alegrava com carreiras de petiços, animais lerdos, burros empacadores e manhosos.

Só no final do século XIX é que a corrida européia, de raias em círculo, foi adotada no Rio Grande do Sul. E, assim mesmo, apenas nas cidades.

Na campanha - e em muitos hipódromos especializados na modalidade - permaneceram as carreiras de cancha reta.