domingo, 19 de agosto de 2012

Bota de Garrão de Potro

Bota de Garrão de Potro 
Edison Acri
O Gaúcho - usos e costumes

Foi o primeiro calçado fabricado pelos nossos índios e gaúchos,
por volta do século XVIII. Era comum a tropeiros,
changadores, paulistas e lagunistas que tropeavam mulas para Minas Gerais.
As botas eram tiradas de vacas, burros e éguas,
raramente do potro que lhes deu seu nome.
Normalmente eram feitas com o couro das pernas
traseiras do animal; quando tiradas das mãos,
geralmente eram usadas cortadas na ponta e no calcanhar,
ficando este a descoberto.
As botas eram tiradas da seguinte maneira:
faziam-se dois cortes transversais nas patas do animal morto,
 um na coxa, o mais alto possível, e outro pouco acima do casco.
Retirava-se o couro, puxando e enrolando, de cima para baixo.
A bota de garrão foi muito usada a meio pé, isto é,
 aberta na ponta, deixando os dedos de fora,
o que facilitava estribar no estribo pampa. mas também foi usada fechada.
 Nesse caso, deixava-se na ponta uma lingueta maior de couro,
que era dobrada para cima e costurada com um tento bem fino,
 geralmetne de couro de potrilho.
Essas botas, quando em uso, não duravam mais do que uns dois meses.


sexta-feira, 15 de junho de 2012

GRUPO PIALO

Quer ouvir e dançar uma autêntica música gaúcha,
aqui fica a dica "GRUPO PIALO"

sábado, 25 de fevereiro de 2012

"NUM BAILE DE GALPÃO"




Num Baile de Galpão

Fim de semana quando a noite vem

O que nos entretém é um baile de galpão

A gauchada toda se entrevera

E o gaiteiro qüera vai animando o povão

E vai pra lá e vem pra cá

No balanço da cordeona dando voltas no salão

E vai pra lá e vem pra cá

Todo mundo se diverte num baile de galpão

E o gaiteiro que não é rogado

Pra fazer agrado se põe a cantar

E a moçada louca de faceira

Dançando vaneira não quer mais parar

De madrugada quando o galo canta

E o sol levanta clareando o dia

Com a saideira o povo para a dança

Termina a festança resta à alegria

GRUPO PIALO


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

"Com Tua Ausência"



"Com Tua Ausência"

Mario Silveira

Com Tua Ausência descobri o que é sofrer

Com tua ausência descobri o que é penar

Com tua ausência vi o meu mundo ruir

Com tua ausência vi meu sonho terminar

Com tua ausência o mate tem outro sabor

Com tua ausência não consigo acostumar

A tua ausência mudou toda a minha vida

A tua ausência é o que me faz chorar

Porque partiste assim, deixando a dor em mim

Me magoando não tivesse consciência

Do amor e da paixão restou me a solidão

Tudo é tão triste e vazio com tua ausência

Grupo Pialo

sexta-feira, 24 de junho de 2011

"A LENDA DO NEGRINHO DO PASTOREIO"


O Negrinho do Pastoreio É uma lenda meio africana meio cristã.
Muito contada no final do século passado pelos brasileiros que defendiam
o fim da escravidão. É muito popular no sul do Brasil.
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Nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e peões.
Num dia de inverno, fazia frio de rachar e o fazendeiro mandou que um menino negro
de quatorze anos fosse pastorear cavalos e potros que acabara de comprar.
No final do tarde, quando o menino voltou, o estancieiro disse que faltava um cavalo baio.
Pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino que ele ficou sangrando.
"Você vai me dar conta do baio, ou verá o que acontece", disse o malvado patrão.
Aflito, ele foi à procura do animal. Em pouco tempo, achou ele pastando.
Laçou-o, mas a corda se partiu e o cavalo fugiu de novo.
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Na volta à estância, o patrão, ainda mais irritado, espancou o garoto e o amarrou, nu,
sobre um formigueiro. No dia seguinte, quando ele foi ver o estado de sua vítima,
tomou um susto. O menino estava lá, mas de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas.
Ao lado dele, a Virgem Nossa Senhora, e mais adiante o baio e os outros cavalos.
O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu.
Apenas beijou a mão da Santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

"JOÃO DE BARRO"

O João-de-Barro ou Forneiro (Furnarius rufus)
é uma ave Passeriforme da família Furnariidae.
É conhecido por seu característico ninho de barro
em forma de forno (característica compartilhada c
om muitas espécies dessa família). É a ave símbolo da Argentina,
onde é chamado de hornero ("Ave de la Patria" - desde 1928).

Aparência
Possui o dorso inteiramente marrom avermelhado
(por isso o epiteto específico rufus).
Apresenta uma suave sobrancelha,
formada por penas mais claras,
em leve contraste com o restante da plumagem da cabeça.
Rêmiges primárias (penas de voo, nas asas) anegradas,
visíveis em vôo, com as asas abertas.
Ventralmente é de coloração clara
(alguns indivíduos podem possuir o peito,
flancos e barriga amarronzados, semelhante ao dorso),
sendo o queixo e pescoço brancos. Excetua-se a cauda,
que é avermelhada tanto dorsal quanto ventralmente.

Alimentação
O pássaro, revirando as folhas, busca cupins,
formigas ou içás no solo ou sob troncos caídos.
Alimenta-se também de outros invertebrados,
como minhocas e possivelmente moluscos.
Aproveita restos alimentares humanos, como pedaços de pão.

Reprodução
Constrói seu ninho de barro em forma de forno,
misturando palha e esterco seco com barro úmido.
Instala seu ninho desde sobre árvores até postes de eletricidade.
Ele pode ser ocupado por outros pássaros -
como o Canário-da-terra-brasileiro- ou até mamíferos e insetos.
Não utiliza o mesmo ninho por duas estações seguidas,
parecendo realizar um rodízio entre dois a três ninhos,
reparando ninhos velhos semi-destruídos.
Quando não há mais espaço para a construção de novos ninhos,
o pássaro o constrói em cima ou ao lado do velho.
Ninho em Bertioga.
Em locais urbanizados, quando faltam suportes adequados,
o joão-de-barro faz seu ninho até no peitoril de janelas.
Neste caso ele escolhe o encontro entre a janela e a parede,
assim como ele escolhe encontro de galhos quando faz ninho em árvores.
As janelas devem estar em locais altos e de difícil acesso.
Em locais descampados, com pouca ou nenhuma árvore alta,
e como medida de proteção à espécie, recomenda-se erguer postes
altos dotados de travessas horizontais.
Estes serão usados para sua nidificação.

Hábitos
O casal canta em dueto nos arredores do ninho
em postura altiva e tremulando as asas,
com um canto extremamente estridente.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

"O FILHO DO MEU CUSCO"


O Filho do Meu Cusco

Buenas parceiro, tás querendo saber quem eu sou,
tás querendo me reconhecer?
Pois sou em mesmo, meio mudado,
alguns anos mais velho e mais judiado.
Mas sou eu.E, sabes pra onde vou e o que busco?
Pois é eu gostava do meu cusco, o que morreu.
Gostava tanto que pelêei por ele,
já lhes contei a história no que deu.
Matei por causa dele, me estrepei,
fugi,voltei, fui preso e já paguei.
O que não lhes contei pois não sabia,
é que a cusquinha que meu baio emprenhou
e foi a causa desta estripulía, ficou lá pela estância.
E lá deu cria e uma das crias um peão amigo me guadou.
Cumpri parte da pena, quatro anos,
quando por boa conduta me soltaram,
que a lei me concedeu condicional.
Saí campeando emprego e num bolicho encotrei o Patricio,
um Casteliano que logo ao me dizer."Buenas hemano"!
Atiçou-me a lembrança e a saudade e 'empessou'
a contar as novidades o que se sussedeu na minha ausência.
Por desgosto o patrão vendeu a estância e bandeou-se pra cidade.
E os novos donos ouvido os testemunhos da peonada
em minha defesa me aceitariam com certesa,
pra ser denovo um peão de confiança.
Afinal eu só me defendi naquela luta.
uma vida inteira de boa conduta sempre pesa na balança,
mas o que mais me aguçou o enterece,
foi o Patricio ter me dito que a cusquinha deu ele apartou o mais bonito,
escondeu e criou guacho.Pois sabia que mais dia,
menos dia, eu saia da prisão.
Foi o que aconteceu pois não.
Já sabes pra onde vou e o que busco
é o cusquinho o filho do meu cusco.
Diz o Patricio que ele é tal qual o pai,
vivo, ligeiro, esperto e bem disposto,
campereia faceiro que da gosto.
É um arrimo que a peonada trata como Mimo.
E que visto de longe ao lusco fusco
é como fosse a alma do meu cusco.
Mas bicho não tem alma eu sei bem.
puxa' se eu gostava do meu cusco,
do filho dele vou gostar também.
Só que eu agora sou indio mais vivido,
mais cancheiro e já não sou mais capaz de uma leviandade.
Por mais que eu vá gostar deste guaipeca
eu hoje sei o quanto vale a liberdade.
Bueno parceiro, no mais vou indo.
Vou ao tranquito sem pressa,
vou sentindo os novos ventos me abanando o velho pala,
pra mim, é nova vida que começa,
a vida livre de um homem de bem.
Até mais ver parceiro,
já sabes pra onde vou e o que busco.
'Cue puxa' se eu gostava do meu cusco.
Do filho dele vou gostar tambem.


"Odilon Ramos"