domingo, 19 de agosto de 2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
"NUM BAILE DE GALPÃO"
Num Baile de Galpão
Fim de semana quando a noite vem
O que nos entretém é um baile de galpão
A gauchada toda se entrevera
E o gaiteiro qüera vai animando o povão
E vai pra lá e vem pra cá
No balanço da cordeona dando voltas no salão
E vai pra lá e vem pra cá
Todo mundo se diverte num baile de galpão
E o gaiteiro que não é rogado
Pra fazer agrado se põe a cantar
E a moçada louca de faceira
Dançando vaneira não quer mais parar
De madrugada quando o galo canta
E o sol levanta clareando o dia
Com a saideira o povo para a dança
Termina a festança resta à alegria
GRUPO PIALO

quinta-feira, 20 de outubro de 2011
"Com Tua Ausência"

"Com Tua Ausência"
Mario Silveira
Com Tua Ausência descobri o que é sofrer
Com tua ausência descobri o que é penar
Com tua ausência vi o meu mundo ruir
Com tua ausência vi meu sonho terminar
Com tua ausência o mate tem outro sabor
Com tua ausência não consigo acostumar
A tua ausência mudou toda a minha vida
A tua ausência é o que me faz chorar
Porque partiste assim, deixando a dor em mim
Me magoando não tivesse consciência
Do amor e da paixão restou me a solidão
Tudo é tão triste e vazio com tua ausência
sexta-feira, 24 de junho de 2011
"A LENDA DO NEGRINHO DO PASTOREIO"

O Negrinho do Pastoreio É uma lenda meio africana meio cristã.
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Nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e peões.
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Na volta à estância, o patrão, ainda mais irritado, espancou o garoto e o amarrou, nu,
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
"JOÃO DE BARRO"

sexta-feira, 19 de novembro de 2010
"O FILHO DO MEU CUSCO"

O Filho do Meu Cusco
Buenas parceiro, tás querendo saber quem eu sou,
tás querendo me reconhecer?
Pois sou em mesmo, meio mudado,
alguns anos mais velho e mais judiado.
Mas sou eu.E, sabes pra onde vou e o que busco?
Pois é eu gostava do meu cusco, o que morreu.
Gostava tanto que pelêei por ele,
já lhes contei a história no que deu.
Matei por causa dele, me estrepei,
fugi,voltei, fui preso e já paguei.
O que não lhes contei pois não sabia,
é que a cusquinha que meu baio emprenhou
e foi a causa desta estripulía, ficou lá pela estância.
E lá deu cria e uma das crias um peão amigo me guadou.
Cumpri parte da pena, quatro anos,
quando por boa conduta me soltaram,
que a lei me concedeu condicional.
Saí campeando emprego e num bolicho encotrei o Patricio,
um Casteliano que logo ao me dizer."Buenas hemano"!
Atiçou-me a lembrança e a saudade e 'empessou'
a contar as novidades o que se sussedeu na minha ausência.
Por desgosto o patrão vendeu a estância e bandeou-se pra cidade.
E os novos donos ouvido os testemunhos da peonada
em minha defesa me aceitariam com certesa,
pra ser denovo um peão de confiança.
Afinal eu só me defendi naquela luta.
uma vida inteira de boa conduta sempre pesa na balança,
mas o que mais me aguçou o enterece,
foi o Patricio ter me dito que a cusquinha deu ele apartou o mais bonito,
escondeu e criou guacho.Pois sabia que mais dia,
menos dia, eu saia da prisão.
Foi o que aconteceu pois não.
Já sabes pra onde vou e o que busco
é o cusquinho o filho do meu cusco.
Diz o Patricio que ele é tal qual o pai,
vivo, ligeiro, esperto e bem disposto,
campereia faceiro que da gosto.
É um arrimo que a peonada trata como Mimo.
E que visto de longe ao lusco fusco
é como fosse a alma do meu cusco.
Mas bicho não tem alma eu sei bem.
puxa' se eu gostava do meu cusco,
do filho dele vou gostar também.
Só que eu agora sou indio mais vivido,
mais cancheiro e já não sou mais capaz de uma leviandade.
Por mais que eu vá gostar deste guaipeca
eu hoje sei o quanto vale a liberdade.
Bueno parceiro, no mais vou indo.
Vou ao tranquito sem pressa,
vou sentindo os novos ventos me abanando o velho pala,
pra mim, é nova vida que começa,
a vida livre de um homem de bem.
Até mais ver parceiro,
já sabes pra onde vou e o que busco.
'Cue puxa' se eu gostava do meu cusco.
Do filho dele vou gostar tambem.
"Odilon Ramos"


